segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O livro Outono Meu de Ana Maria Caldas, foi lançado no final de dezembro em São Paulo e no dia 03 de janeiro em Tabira no bar e restaurante O Botequim. Está a venda nas Livrarias Cultura em todo país e pela internet nos sites: www.livrariacultura.com.br e www.asabeca.com.br

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Convite do lançamento no bar e restaurante O Botequim:

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Imagens do lançamento no bar e restaurante O Botequim:

Fotos por: Rayane Brito



A escritora Ana Maria Caldas estará oferecendo aos visitantes desse blog um poema extraído do livro Outono Meu.


Minhas irmãs árvores

não sei a quem mais amo
se ao umbuzeiro
ou a baraúna
que estão em frente a minha casa
quando amanhece cumprimento as duas
elas respondem farfalhando os galhos
me convidando pra chegar mais perto
ao umbuzeiro peço equilíbrio
enquanto abraço o seu paternal tronco
ele passa ao meu peito a sua energia
que me enche de ternura e gratidão
dos seus galhos sinto o cheiro
de um outro umbuzeiro lá da minha infância
a baraúna me olha ciumenta
pendendo galhos sobre minha cabeça
depois recolhe-se a fazer birra
me aproximo achando graça
como não posso chegar ao seu tronco
já que o chão é coberto de espinhos
fico algum tempo a conversar com ela
o cheiro que sinto dessa bela árvore
é de amizade e sabedoria
com mais de cem anos essa irmã querida
aparando os raios sempre protetora
quem dera ao deixar a terra o meu espírito
meu velho corpo possa descansar
sob uma delas e ficar em paz.


Foto das arvores que dão título ao poema.


 
 
Fotos por: Rayane Brito

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

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segunda-feira, 22 de julho de 2013

           Composição Baraúna e Umbuzeiro: Felipe Almeida.


Minhas irmãs árvores

Não sei a quem mais amo
Se ao umbuzeiro
Ou a baraúna
Que estão em frente a minha casa
Quando amanhece cumprimento as duas
Elas respondem farfalhando os galhos
Me convidando pra chegar mais perto
Ao umbuzeiro peço equilíbrio
Enquanto abraço o seu paternal tronco
Ele passa ao meu peito a sua energia
Que me enche de ternura e gratidão
Dos seus galhos sinto o cheiro
De um outro umbuzeiro lá da minha infância
A baraúna me olha ciumenta
Pendendo galhos sobre minha cabeça
Depois recolhe-se a fazer birra
Me aproximo achando graça
Como não posso chegar ao seu tronco

Já que o chão é coberto de espinhos
Fico algum tempo a conversar com ela
O cheiro que sinto dessa bela árvore
É de amizade e sabedoria
Com mais de cem anos essa irmã querida
Aparando os raios sempre protetora
Quem dera ao deixar a terra o meu espírito
Meu velho corpo possa descansar
Sob uma delas e ficar em paz.

Ana Maria Caldas, Março de 2013.